Anti Fotologgers - o que o photoshop constrói...
.... A gente destrói! Blog para desconstruir, foto por foto, a imagem das so called celebridades da internet. Crianças, não idolatrem falsos ídolos: é feio e papai do céu castiga.
Quinta-feira, Dezembro 20, 2007
É o fim
Este post eu fiz em conjunto com os meninos do Incorretos (eu sei quem são-ão, vocês nã-ão, ui!). Conversando com os caras, chegamos a uma conclusão: é o fim. Dos dois blogs. Mesmo. E querem saber por quê?
Porque não importa o que façamos, não importa o quanto a gente reclame, não importa quantos blogs para "chochar" celebridades (do fotolog ou não) existam. A mídia vai continuar enfiando essas pessoas goela abaixo na gente. Como diria a Fernanda Montenegro (num programa da Fernanda Young, porque, sim, escritor ruim ganha programa de TV hoje em dia...): "a bunda não tem volta". A Fernanda Young não tem volta. A Marimoon não tem volta. A Mayra Dias Gomes não tem volta. A ode à burrice e à falta de talento não têm volta.
Eu fiz esse blog porque estava cansada de ver a mídia dando pano para manga para pessoas que pouco tinham a nos oferecer. E só fiz porque sabia que não era a única que pensava assim. Eu sei que as pessoas estão doidas para gritar: "não agüento mais ouvir sobre essas garotinhas da Rehab! Meu cu para a Amy Winhouse! Não quero mais saber o que a Britney faz!", assim como estão doidas pra gritar: "não agüento mais essas celebridades instantâneas geradas por reatity tv, pela internet, por qualquer coisa! De onde tiraram que a gente quer ver outras pessoas não fazendo absolutamente nada?".
Mas a mídia insiste em nos chamar de burros. Insiste em achar que nós somos minoria e que a maioria quer mais é consumir merda. Insiste em pensar que somos cegos, que não vemos o que eles estão tentando nos empurrar.
A mídia não aplaude gente séria. A mídia aplaude Ex-BBB's. A mídia aplaude pseudoescritores que cometem erros grosseiros de pontuação e concordância. A mídia aplaude garotas que não são nada além de uma "musa pink da internet" que se contradiz a cada minuto. E isso não vai ter volta.
Há alguns meses, esse blog teve uma quantidade incrível de hit diários. Tinha cerca de 80 comentários por dia. Ninguém da mídia deu atenção. A única pessoa que veio foi uma repórter da revista PIX, que me fez as seguintes perguntas: "quem você acha sexy? por que você fez um blog para falar mal das pessoas? o que tem de ter na sua necessaire?". Quando eu disse "olha, pode substituir essas perguntas por uma série de dicas de livros?", ela me ignorou. Aliás, pelas perguntas, ela sequer leu o que eu escrevia aqui.
E é assim que a mídia funciona. Acho que nem ela vê o que está levantando. Vai no embalo, guiada somente pela possibilidade de vender. Eu duvido que o editor do Folhateen tenha lido o livro da Mayra, por exemplo. Eu duvido que os jornalistas tenham visto metade das asneiras que a Marimoon disse. "Ah, ela é filha do Dias Gomes e escreveu um livro. Ótimo, coloca ela aí"; "Ah, ela virou celebridade na internet: ah, coloca ela aí".
Não estou dizendo que seja uma teoria da conspiração, que eles empurrem esse tipo de gente goela abaixo nas pessoas porque querem que a sociedade seja alienada e burra - pois gente alienada e burra é dominada mais facilmente. Acho que é preguiça de trabalhar mesmo. Como vcs sabem, eu trabalho na imprensa - não tenho toda a experiência do mundo, claro, ainda sou jovem, mas sei que é assim que a coisa rola em muitos lugares. É a lei do menor esforço. Por isso acredito que esses caras levantem pessoas tapadas sem nem saber quão tapadas elas são. E isso acontece porque muita gente da imprensa É tapada também. Recentemente, ouvi a conversa de duas pessoas envolvidas com uma revista recentemente lançada nas bancas. Elas liam os resultados de uma pesquisa feita com o público alvo dessa nova revista. Quando liam elogios, vibravam. Quando leram o depoimento de um cara que fez ressalvas, falaram: "ah, pula, esse cara aí não deve ter namorada".
É assim que a mídia é e é esse tipo de pessoa que eles levantam. Marimoon, Apê, Mayra, Clarah Averbuck, já reparou que todas elas escapam feito sabonete das críticas feitas a elas? Querem continuar bolhas. Porque a mídia é bolha. E isso, amiguinhos, não tem volta.
Apesar de termos mais hits diários do que a Marimoon em algumas épocas, ninguém da mídia se interessou pela gente. Sabe por quê? Porque é difícil transformar raciocínio em produto de rápido consumo. Porque você olha pra uma Marimoon da vida e ela é de fácil leitura: "garotinha descolê de cabelo rosa e grife com caveirinha". Mesma coisa os livrinhos tipo HELL e 100 escovadas antes de ir pra cama. É soft porn com colegiais, é velha "polêmica". A partir do momento em que você mostra uma bunda, não adianta vir com filosofia. Porque a bunda é imediata. A filosofia requer dedicação, requer raciocínio.
Mas a gente quer pensar. E acho que o surgimento de outros blogs nos moldes do antifotologgers é uma prova disso. Esses blogs serem bem visitados e as comunidades serem ativas também comprovam isso. AS PESSOAS QUEREM PENSAR, querem debater. As pessoas querem acompanhar gente, sim, mas gente interessante. Gente que acrescente algo. Uma boa prova disso são os comentários feitos no site da Capricho e do site papel pop (www.papelpop.com) sobre o novo emprego da marimoon, o de VJ da MTV.
SÓ ESPORRO, GALERA. SÓ ESPORRO. PODEM CONFERIR.
Então, não precisa dizer mais nada. A gente já sabe que vocês pensam. A mídia vai continuar pensando o contrário, mas como dito, isso não tem volta.
Detalhe: Marimoon é a nova VJ da MTV sendo que...
E a cara de pau não tem limites:
Mas o que vocês esperavam de um canal que lançou Kênia e Keyla?
.: posted by AntiFotologger 12:47 AM
Terça-feira, Dezembro 04, 2007
Talento não é hereditário
Oi, você é rico? Famoso? Fodão? Venceu na vida? Então faça uma vasectomia, rápido. Se for mulher, ligue as trompas. Use camisinha. DIU de cobre (que é mais eficiente e duradouro). Anticoncepcional. Coito interrompido. Tabelinha. Ou tudo isso junto – só não vale Contracep. Porque, se você tiver um filho, as chances são grandes de ele virar um pequeno parasita.
Você sabe, parasita é aquele que chupinha.
quase irmãs.
Ainda na forma larval, o parasita aproveita-se de seu amor paterno para sugar-lhe a conta bancária. O hospedeiro (no caso você, pai rico) nem percebe, afinal acha mais do que justo dar ao filhinho cuti-cuti tudo do bom e do mió. Aí você o leva à Disney todo ano, enche de presentes e o matricula numa escola bilíngüe....... Que no fim não ensinará direito nem um língua nem outra, mas abafa. E aí, sabe o que acontece? ISSO.
Aí, vai chegar a adolescência, a fase em que todo mundo quer ser rebelde, mas não abre mão da mesada do pai (releia post sobre /vipproinferno). Confundindo a montanha russa hormonal com revolta, seu filhinho encontrará refúgio nas frases de um grande expoente da intelectualidade contemporânea.
"If there's nothing missing in my life, then why do these tears come at night?". SPEARS, Britney.
E aí elas usarão o dinheiro do papi para viver a vida "underground". Vocês sabem: cigarro, tatuagem, piercing, corte de cabelo estilo periquito, tomar porre, sexo sem compromisso, balada a noite toda... *bocejos* Enfim, essas coisas tããããão autênticas, que ninguém nunca fez antes. Afinal, estamos na sociedade patriarcal do século XVIII, né não?
Depois da fase de pupa, o parasita rompe o casulo e percebe que precisa fazer alguma coisa da vida. O colégio já acabou e ele precisa se sentir útil. O problema é que os vícios da pseudo vida underground fritaram o cérebro do coitadinho e ele começa a pensar que "filho de peixe, peixinho é" é uma profecia. Aí, dá nisso:
Literatura de merda.
Algumas pérolas de Mayra Dias Gomes:
“como no fim da tarde você vai se escondendo devagarsinho atrás das nuvens e indo embora, enquanto toca aquela música" --> “Devargarsinho” tá o seu português!
"abraçando o ontem, deixo o hoje passar por disbercebido, rezando para que o amanhã seja mais parecido com o que passou." --> acho que ele tava gripada. “Bãe, beu nariz dá entubido, como você bode deixar isso disbercebido?”.
"com isso eu também comemoro, 16 anos de amizade, lealdade, diverção, companheirismo e brigas." -->yra, amor, sua burrice é nossa diversão. Beijos.
Pois só no Brasil mesmo alguém assim lança um livro. “Fugalaça” foi lançado pela Record (que tb lança o Diogo Mainardi, o Reinaldo Azevedo, isso diz alguma coisa pra você?) tem a pretensão de ser uau, super underground, inovador, chocante. Sabe qual o tema? Sexo, drogas e rock 'n roll (ruim). *mais bocejos* Toma um trecho, devidamente comentado:
(atenção, bulímicas, taí uma ajudinha pra regorgitar a janta).
seus lábios finos se aproximaram e me arrancaram um beijo indesejado. Olhei para ele como se não estivesse lá, através de seu corpo, procurando bloquear sua imagem, procurando expulsar sua presença com telepatia.
Mas, Mayra....
Eu não conseguia dizer nada, no fundo eu achava que devia alguma coisa para ele. Ele me pegou com vigor pelos braços e me jogou na cama. Eu tentei me levantar mas ele me empurrou novamente, colocando a mão nos meus seios.
Até o corretor do word sabe que, antes desse “mas”, falta um vírgula.
“Olhei pro teto e vi as estrelinhas que brilham no escuro grudadas”
Oi, te dou uma frase que poderia ser escrita melhor?
Eu costumava fazer pedidos a elas com espírito de criança intocada que não conhece o mundo. Ele estava em cima de mim e eu queria que ele saísse. Tentei empurrá-lo, mas não consegui, não tinha forças e ele segurava meus braços com uma única mão. Parei de reagir e olhei nos seus olhos.
— Pára, eu não quero, pára! — eu disse determinadamente.
— Shhh! — Ele levou o dedo indicador aos lábios.
— Não vai doer, relaxa.
Percebeu que Mayra tava querendo chocar com uma cena de estupro que só provoca bocejos?
Naquele momento eu faria qualquer coisa, menos relaxar. Via seus poros oleosos de perto demais e suas espinhas pareciam ter se multiplicado. Pareciam estar prontas para explodir e jogar pus nos meus olhos.
Aqui, ela tá querendo ser meio escatológica, alguém se importou?
Tentava afastá-lo do meu corpo, mas não conseguia.
Honey, você já disse isso.
Mexia-me de um lado pro outro neuroticamente pedindo para ele parar
Falta de vírgula antes de “pedindo”. E alguém fala pra ela a definição de neurose, tá faltando psicologia na vida dela.
Gritando que o odiava. Mexia-me de maneira tão brusca que acabei batendo com a cabeça na mesinha-de-cabeceira. Machucou e eu fiquei mais tonta.
Hahaha. Ai, god, não consigo para de rir.
Ele ainda era capaz de segurar minhas duas mãos, como se estivessem amarradas, com uma só mão. Com a outra ele tirou do bolso uma camisinha, abriu a bermuda, colocou o pau para fora, rasgou o pacote com o dente, colocou a proteção e riu de maneira debochada.
Uau, o cara consegue segurar a pontinha e desenrolar o resto com uma mão só!
Aí o cara goza, *bocejos, bocejos*, Mayra acha que está abafando por usar a palavra “porra”. Mais umas coisinhas autobiográficas, pra vender, *bocejos, bocejos* e o resto vocês podem ler aqui.
Diante da chuva de críticas, a justificativa de Mayra, de seus fãs acéfalos e de seus amigos é: "ela é muito nova, escreveu o livro aos 17 e está se esforçando muito para aprender o português. Ela erra tanto porque estudou em escola americana”.
Pensem com a tia: se o seu português tá capenga, você não sabe escrever duas linhas sem clichês e ainda sabe que a cobrança vai ser grande, pois seu pai é autor de “O pagador de promessas”... Você teria coragem de lançar uma porra destas? (viu, Mayra, eu também falo porra, olha como eu sou rebelde).
Imagine a seguinte situação: você está com um tumor no abdômen. Ele tem o tamanho de uma bola de tênis e você precisa ser operado imediatamente. No caminho para a sala de cirurgia, já meio grogue de pré-anéstesico, você ouve alguém dizer que quem vai te operar vai ser um cara meio novinho, inexperiente, mas que está suuuuper entusiasmado para aprender.
Shhh! Não vai doer nada.
Aí você vê a palhaçada que virou o mercado editorial. Em outras áreas, um absurdo desse não seria permitido. Mas, quando o assunto é livro, tudo certo. Se é merda de que o povo gosta, então é merda que eles terão.
Oi, meu nome é Apê e eu pretendo escrever um livro, zenti. Sobre meus ex-namorados. Que vocês acham?
Mas, coitadinha da Mayra, ela só quis ganhar algum dinheiro pelos próprios méritos. Isso já denota uma melhora, afinal ela quer gastar o próprio dinheiro e não o dinheiro do pai. Puta avanço. Então, vamos ajudá-la: NESTE NATAL, COMPRE UM FUGALAÇA E MANDE DE PRESENTE PARA A PESSOA QUE VOCÊ MAIS ODEIA NO MUNDO. Sabe aquela amiga que deu para o seu namorado no dia seguinte ao que ele te deu uma aliança de compromisso? Sabe o chefe mala que grita com você só porque você é estagiário? Sabe a atendente do banco que te atende com a maior cara de bunda, como se estivesse te fazendo um favor? Então.
Diante de todas as críticas, ela diz o seguinte:
“o verdadeiro antônimo do amor é a indiferença. obrigada pelo sentimento profundo. enquanto me odeiam e perdem tempo comigo, eu vivo minha vida. não deixarei de ser tudo aquilo que vocês odeiam, queridos. não se preocupem. um beijo. page views in the past week: 41,414
Não vai deixar de ser ignorante, mercenária e cabaça com a língua portuguesa? O azar é todo seu. Ou, escrevendo na língua que você entende: “vossê paga pelas conceqüências”. Got it?
E alguém explica para os fotologgers que o aumento no número de page views não significa popularidade. Significa apenas que você virou um spam. “Ei, olha que mina tosca!” e o amigo vai lá e olha, que passa para outro amigo... Nessas, você vira a piada do mês. Mayra, seu livro é a piada do mês. Sua prepotência é a piada do mês. Piada maior do que você só o seu editor na Folha, que deixou passar uma matéria sobre os sex pistols (que poderia ser muito foda) em que a parte mais “interessante” tratava da barriga peluda que eles deixavam à mostra. Mas talvez o original tenha sido ainda pior. Aposto que ele cortou a parte em que você dizia que não ouviu nada do show, só ficou o tempo todo pensando em transformá-lo em garota veet.
Conclusão: fotologgers não aceitam críticas, porque críticas ajudam a gente a crescer. E eles são aprendizes de Michael Jackson.
.: posted by AntiFotologger 12:48 AM
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